São Paulo - Confira as principais novidades do mercado desta segunda-feira (25):
Verizon deve anunciar hoje compra do Yahoo por US$ 4,8 bilhões
A Verizon Communications anunciará a compra dos principais ativos do
pioneiro da internet, Yahoo. O acordo inclui os ativos imobiliários da
empresa e parte de suas propriedades intelectuais serão vendidas
separadamente. Já as participações no grupo chinês Alibaba e no Yahoo
Japan ficarão com a empresa. Segundo
o Valor Econômico, a expectativa é que a notícia seja divulgada antes da abertura do mercado financeiro.
CPFL vê momento para aquisições no setor elétrico
Com um novo presidente desde o começo de julho, André, Dorf, a CPFL
Energia passa por um momento de transição, cujo foco é a consolidação do
setor elétrico brasileiro. Segundo
entrevista de Dorf para o Valor, a prioridade está nas oportunidades em distribuição e geração de energia.
O anúncio da Camargo Correa da venda da sua participação de 23,6% para
chinesa State Grid foi bem vista dentro da CPFL, que pode ganhar um
grande sócio, o que ajuda na estratégia de consolidação.
Sem teto para gasto, país terá alta de imposto, diz Henrique Meirelles
Em entrevista para
a Folha de São Paulo,
o ministro da Fazenda disse que, se o Congresso não aprovar a proposta
do teto para os gastos públicos, só restará aumentar os impostos, assim
como poderá ocorrer um aumento da taxa estrutural de juros e do risco
país.
"Sem essa aprovação e posteriormente a da reforma da Previdência,
certamente teremos um continuado aumento das despesas públicas
obrigatórias e poderemos voltar a ter aumento de prêmio de risco", disse
Meirelles.
Sobre a meta do déficit de R$ 170,5 bilhões, o ministro comentou que ela será cumprida e "Quem viver verá".
Siderurgia começa a reconquistar a bolsa, com destaque para a CSN e Usiminas
O setor de siderurgia teve uma nova onda positiva na bolsa no último
mês. No ano, a Usimina e a CSN, junto com a Gerdau, ganharam R$ 16,3
bilhões em valor de mercado. Na comparação histórica, a alta das ações
ainda não compensa as perdas recentes. Nesta década, as empresas
perderam R$ 57 bilhões em valor de mercado.
No entanto,
segundo o Valor Econômico,
dados mostram uma melhora na demanda, com destaque para o desempenho
dos fabricantes de aço plano, caso da CSN e Usiminas, cujo produto
chegou a subir 5,5% sobre junho de 2015.
Eletrobras abre caminho para privatização de distribuidoras
O governo federal, acionista majoritário da Eletrobras,
deu aval à privatização
de seis distribuidoras de energia do grupo que atendem Estados do Norte
e Nordeste do país, que deverão ser vendidas até dezembro de 2017,
segundo comunicado da estatal com resultados de assembleia geral de
acionistas realizada nesta sexta-feira no Rio de Janeiro.
A venda das subsidiárias ocorrerá, contudo, apenas se as empresas
receberem, da União ou por meio de aumento de tarifa, recursos
financeiros para manter operações e fazer investimentos até que os
negócios sejam concluídos.
O documento publicado após a assembleia ressalta, no entanto, que mesmo
tendo a União aprovado essas medidas, isso não garante que os recursos
solicitados pela Eletrobras sairão dos cofres públicos.
Petrobras aprova venda de controle de capital votante da BR
O conselho de administração da Petrobras
aprovou a alteração
do modelo de venda de participação em sua subsidiária BR Distribuidora,
encerrando o processo competitivo que estava em curso e iniciando uma
nova modalidade de venda.
O novo processo buscará parceiros com os quais a Petrobras compartilhará
o controle da distribuidora, conforme antecipado ontem pelo Broadcast,
serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, numa estrutura
societária que envolverá duas classes de ações - ordinárias e
preferenciais - de forma que a Petrobras fique majoritária no capital
total, mas com uma participação de 49% no capital votante.
"Será condição para a conclusão da transação que questões estratégicas
para a Petrobras estejam adequadamente refletidas na estrutura da
parceria", afirma a estatal em fato relevante.
Credores da Oi têm resistência da Aurelius à reestruturação
A Aurelius Capital Management, detentora de títulos da Oi,
está tentando frustrar uma nova reestruturação de US$ 19 bilhões em dívidas proposta pelos maiores credores da empresa de telecomunicações.
O hedge fund se opõe a um grupo de cerca de 70 credores assessorado pelo
Moelis & Co., que tenta reunir um número maior de investidores para
aprovar seu plano após o fracasso de um esforço desse tipo, no início
do ano. A disputa gira em torno dos títulos emitidos por subsidiárias da
Oi, em particular a Telemar Norte Leste, que fornece serviços de
telecomunicação em estados como Rio de Janeiro.
“O grupo Moelis tem sido um grupo obrigacionista da Telemar disfarçado
para parecer um grupo obrigacionista da Oi”, disse Mark Brodsky,
presidente do conselho da Aurelius, que tem sede em Nova York, por
e-mail, na quinta-feira, após ser informado do novo esforço.
Hypermarcas tem alta de 59,1% no lucro líquido
A Hypermarcas
registrou um lucro líquido de R$ 176,4 milhões no segundo trimestre de 2016, alta de 59,1% ante igual período do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das
operações continuadas foi de R$ 305,0 milhões, um crescimento de 26% na
comparação anual.
PwC e Arnold Wald vão administrar recuperação judicial da Oi
O juiz Fernando Cesar Ferreira Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro,
nomeou
a firma de auditoria independente PricewaterhouseCoopers e o escritório
de advocacia Arnoldo Wald para administrar o processo de recuperação
judicial da operadora de telecomunicações Oi.
Segundo a corte, os administradores terão que apresentar relatórios
mensais individualizados quanto ao desenvolvimento das atividades das
companhias do grupo envolvidos no processo, até o 15º dia do mês
seguinte.
Todos os relatórios devem ficar à disposição dos credores e interessados.
Petrobras pagará R$ 15 milhões ao Comitê Rio 2016, diz fonte
A Petrobras
pagará 15 milhões
de reais ao comitê organizador da Olimpíada Rio 2016 para ajudar a
amenizar o déficit de entre 400 milhões e 500 milhões de reais do órgão,
disse à Reuters uma fonte ligada à estatal.
O acordo da Petrobras com o comitê Rio 2016 dará à estatal o direito de
explorar a imagem de atletas que já contam com o apoio institucional da
empresa a partir de agosto, mês da Olimpíada, quando o direito de
explorar a imagem de atletas fica restrito a patrocinadores oficiais dos
Jogos ou do Comitê Olímpico Internacional (COI).
“Estamos liberando 15 milhões para poder fazer ações do tipo como
comprar banners e placas de publicidade, além de comprar o direito de
imagem dos atletas do Time Petrobras durante a Olimpíada”, disse à
Reuters uma fonte da empresa, sob condição de anonimato.